MEC cancela mais de 65 mil Diplomas Universitários – UNIG é acusada de fraudes

Diplomados podem ser impedidos de exercer a profissão

Desde o ano passado, ex-alunos são surpreendidos ao tentarem uma oportunidade de emprego ou concurso, ao descobrirem que seu diploma não está válido.

Em outubro de 2018, diplomas expedidos por Faculdades e Universidades privadas, assinados e registrados pela Universidade Iguaçu (UNIG) foram cancelados  conforme comunicado da Associação de Ensino Superior de Nova Iguaçu (SESNI), publicado no Diário Oficial da União de 03/10/2018.

Este ano, novamente, os donos de mais de 65 mil diplomas foram surpreendidos com a notícia de que seus diplomas seriam invalidados. Muitos souberam por amigos através de mensagens via Whatsapp.

Todos os diplomas cancelados, foram chancelados pela Universidade Iguaçu (Unig), com sede em Nova Iguaçu, no estado do Rio de Janeiro,
investigada por participar de um esquema de fraude na educação com alcance nacional. Ao todo, foram 65.173 documentos cancelados por uma
portaria do Ministério da Educação (MEC) do fim do ano passado.

Entenda o caso:

A Universidade Iguaçu (UNIG) tornou-se conhecida neste caso após uma CPI aberta no ano de 2016 por uma Comissão Parlamentar de Inquérito da Assembléia Legislativa no Estado de Pernambuco. O relatório final da CPI concluiu que o esquema funciona da seguinte forma: três entidades associadas (uma instituição de ensino que oferta cursos livres como se fossem de graduação e pós-graduação; uma faculdade reconhecida pelo MEC, mas sem permissão para terceirizar estes cursos ;  e, uma universidade, que garante os registros dos diplomas), ofertavam os cursos com preço abaixo da média e terceirizavam o serviço de documentação.

A UNIG foi a peça chave do esquema, segundo a CPI, por conferir “o aspecto formal de legalidade ao esquema de diplomação irregular em todo território nacional”.

Enquanto em outras Universidades o processo de recebimento de diploma leva cerca de um ano, os expedidos pela UNIG chancelava em dois meses. As investigações exploram crimes enganosos, sonegação fiscal, falsidade ideológica, estelionato e associação criminosa.

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