Fim de ano e a importância da família

* Psicóloga Alessandra Augusto  

De acordo com o dicionário Aurélio, família é o conjunto de todos os parentes de uma pessoa, e, principalmente, dos que moram com ela. No Dicionário Houaiss, o conceito da palavra é o núcleo social de pessoas unidas por laços afetivos, que geralmente compartilham o mesmo espaço e mantêm entre si uma relação solidária. 

Trata-se de um conjunto de pessoas presentes em todos os momentos desde a infância até a fase adulta. Para qualquer indivíduo, a presença da família é fundamental, principalmente no início da vida. A base familiar é fundamental para passar valores éticos e morais, além de dar equilíbrio emocional. Não importa a constituição dos membros, é essencial que o indivíduo entenda aquilo como lar, respeitando a cultura familiar.

Com o isolamento social, deu-se mais importância para as famílias e seu valor. Muitos pais não conheciam os hábitos dos filhos ou dos cônjuges. As famílias estavam muito fragmentadas, encontravam-se pela manhã e só iam se reencontrar à noite. Isso mudou na pandemia. Houve o resgate do convívio familiar, com um maior contato e interesse entre os membros. 

É dever da família ensinar os valores, como, por exemplo, respeitar os mais velhos e tratar todos com educação. A cultura familiar é muito importante e os valores éticos e morais na formação do caráter e personalidade devem ser feito nesse ambiente.

Apesar do primeiro contato social que a criança tem ser na escola, elas não devem aprender lá esses valores, mas em casa. Aprender a respeitar os mais velhos, a esperar a vez, respeitar o outro, modos na hora de se alimentar, são fatores aprendidos com os pais em casa.  

Esse fim de ano é diferente, já que as autoridades aconselham que as pessoas fiquem em suas casas e evitar as festas em família com muitos parentes. Indico que os pais tragam os filhos para participar de decisões como a sobremesa que será servida nessas ocasiões especiais. Isso une a família. As crianças não devem ser excluídas desse tipo de situação.  

Elas não precisam ser consultadas em conversas de adultos, como sobre financeiro e decisões mais complexas. Tragam os filhos para as decisões simples para exercerem a escolha e amadurecer o momento de decisão. A participação traz o sentimento de pertencimento. Desse modo, todos podem ter um fim de ano de mais união. 

*Alessandra Augusto é Formada em Psicologia, Palestrante, Pós-Graduada em Terapia Sistêmica e Pós-Graduanda em Terapia Cognitiva Comportamental e em Neuropsicopedagogia. É a autora do capítulo “Como um familiar ou amigo pode ajudar?” do livro “É possível sonhar. O Câncer não é maior que você”. 

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