PIX Automático e biometria abrem novo ciclo de digitalização no sistema financeiro

O PIX Automático e biometria marcam início de nova era no sistema financeiro brasileiro, impactando setores além do varejo

Em 2025, o Brasil deu um salto definitivo na modernização do sistema financeiro com a entrada em operação oficial do PIX Automático, modalidade regulamentada pelo Banco Central que permitirá cobranças recorrentes de forma automática. A novidade marca o início de uma transformação mais ampla no mercado de pagamentos, onde biometria e automação convergem para criar experiências personalizadas que transcendem o varejo tradicional, alcançando setores como previdência, seguros e serviços financeiros.  

De acordo com dados do Banco Central, o sistema de pagamentos instantâneos já conta com mais de 159 milhões de pessoas físicas e 15,5 milhões de organizações e segue em ritmo acelerado de crescimento, consolidando-se como o principal meio de pagamento no Brasil. Para 73% dos brasileiros, o Pix é a forma de pagamento mais utilizada, como mostram os números de uma pesquisa da MindMiners. Em seguida vem o cartão de débito (60%), cartão de crédito (53%), dinheiro (42%) e a carteira digital (11%). 

PIX Automático: nova era dos pagamentos recorrentes

Nesse cenário, o sistema surge para facilitar o pagamento de despesas recorrentes, como mensalidades escolares, taxas de condomínio, assinaturas, planos de saúde e contas de serviços essenciais. A iniciativa busca ampliar o uso, oferecendo uma alternativa ao débito automático tradicional, com mais alcance e menos burocracia.

“Essas inovações tornam o sistema mais eficiente, seguro e acessível — tanto para consumidores quanto para empresas — e consolidam o Brasil como um dos líderes globais em inovação bancária. Ao evoluir continuamente de acordo com o comportamento do consumidor, o PIX reafirma seu papel como motor da inclusão, da inovação e da competitividade no sistema financeiro nacional”, destaca o diretor de Negócios da Lina Open X, Murilo Rabusky.

Biometria amplia segurança e personalização

Enquanto o PIX Automático resolve a questão da recorrência, a biometria emerge como o elemento diferenciador na personalização da experiência de pagamento. Estudos indicam que até 2025, mais de US$3 trilhões em pagamentos móveis serão protegidos por biometria facial, segundo a Juniper Research. De acordo com outro estudo da mesma organização, os pagamentos biométricos impulsionarão o varejo com 46 bilhões de transações previstas até 2028, somando um valor total de US$1,2 trilhões. Isso significa um crescimento de 113,6% de 2024 até 2028.

No Brasil, essa tecnologia já está sendo implementada não apenas no e-commerce, mas também em setores tradicionalmente conservadores. 

Um exemplo prático dessa convergência pode ser observado na parceria entre a fintech Lina Open X e a BrasilPrev, onde a biometria facial foi utilizada para agilizar e personalizar o processo de contratação de planos de previdência privada via WhatsApp em minutos. 

Com foco em conveniência e segurança, a tecnologia viabiliza pagamentos por biometria e automáticos, sem taxas tradicionais. A autenticação biométrica no checkout otimiza a experiência no e-commerce e aumenta a conversão de vendas, eliminando etapas que causam abandono de carrinho. 

A biometria não é apenas uma questão de segurança, mas de experiência personalizada. Cada pessoa tem um padrão único, e isso permite criar jornadas de pagamento que se adaptam às preferências individuais, seja no tempo de processamento, nos métodos preferidos ou até mesmo na interface apresentada. 

Além do varejo: a expansão para novos horizontes 

A revolução dos pagamentos digitais no Brasil está transcendendo as fronteiras do e-commerce tradicional. No setor de previdência, por exemplo, a combinação entre PIX Automático e biometria promete simplificar drasticamente os processos de adesão e manutenção de planos. Enquanto a biometria agiliza a identificação e reduz fraudes, o sistema garante que as contribuições sejam feitas de forma pontual e sem interrupções.

Essa sinergia tecnológica está criando oportunidades em diversos setores. No segmento de seguros, as seguradoras começam a implementar pagamentos biométricos para agilizar processos de sinistros. No setor educacional, instituições de ensino exploram o meio de pagamento para mensalidades, combinado com autenticação biométrica para controle de acesso. 

O impacto no comportamento do consumidor

As mudanças tecnológicas estão moldando novos comportamentos de consumo. Pesquisas da Mastercard revelam que 53% dos usuários consideram a biometria o método de pagamento mais seguro, enquanto o PIX já alcançou a marca de 175 milhões de usuários no Brasil, segundo o Banco Central. A combinação dessas tecnologias promete acelerar ainda mais a digitalização dos pagamentos. 

“A adesão massiva ao Pix revelou uma demanda crescente por soluções mais práticas, acessíveis e completas. As pessoas não queriam apenas transferir dinheiro instantaneamente, elas passaram a buscar alternativas para parcelar, programar e automatizar pagamentos”, explica Murilo.

Desafios e oportunidades para as empresas

A implementação dessas tecnologias apresenta tanto oportunidades quanto desafios para as empresas brasileiras. Enquanto organizações como bancos tradicionais e fintechs correm para adaptar suas plataformas à nova modalidade, setores menos digitalizados precisam acelerar sua transformação para não ficarem obsoletos.

O setor de previdência exemplifica essa transformação. Tradicionalmente baseado em processos presenciais e burocráticos, o segmento está sendo forçado a repensar completamente sua abordagem. Empresas que conseguirem integrar biometria, PIX Automático e personalização da experiência terão vantagem competitiva significativa.

“Essas inovações trazem benefícios diretos para as empresas como redução de custos, segurança nas transações e mais controle de fluxo de caixa. Já para os consumidores, o PIX representa mais autonomia financeira, praticidade e inclusão, se transformando em sinônimo de acesso. Ele incluiu milhões de pessoas no sistema bancário e agora entra no campo do planejamento financeiro do brasileiro, especialmente dos que nunca tiveram um cartão de crédito ou conta digital”, completa Rabusky. 

Perspectivas para o futuro

As tendências indicam que 2025 será o ano da consolidação dos “pagamentos invisíveis” no Brasil. A chegada do PIX Automático, combinada com o fortalecimento da biometria e a proximidade do lançamento do Drex (moeda digital brasileira), cria um ecossistema propício para inovações ainda mais disruptivas.

Para o segundo semestre de 2025, o Banco Central também prevê o lançamento do PIX Parcelado, que adicionará uma nova camada de funcionalidades ao sistema. A expectativa é que essas tecnologias, quando integradas, criem um ambiente de pagamentos único no mundo, combinando a instantaneidade com a personalização, além da flexibilidade do crédito. 

Lina Open 

A Lina nasceu com o objetivo de construir soluções tecnológicas para apoiar instituições financeiras e seguradoras brasileiras em todas as necessidades relacionadas ao ecossistema de compartilhamento de dados e serviços do Open Finance. A empresa, que começou seus trabalhos no Open Banking, já é líder no Open Insurance e se consolidou como um dos mais importantes provedores de Open Finance do mercado brasileiro, sendo o parceiro estratégico de importantes instituições como B3, RTM e TecBan. Saiba mais: https://linaopenx.com.br/ .

Publicado 08/07/2025